"Chegado em Sampa na sexta, 11/02, no sábado eu já estava pronto para correr a regata de abertura da COPA ASBAC 2011 no POITA, tendo como timoneiro o experiente Cássio. Agora, o barco contava com um proeiro também experiente, sapiente, com tudo de veleiros na memória, rápido, ágil, concentrado e supereficiente. (Se algum leitor rir sarcasticamente, ficarei enfurecido!)
Preparados (nascemos preparados) com muita água, toneladas de protetor solar, roupa para frio, para calor, para sol e para chuva, partimos motorando e pegamos o MARLIN pelo caminho para rebocá-lo até o clube anfitrião da regata.
Tudo pronto, tripulação a postos, brisa boa, colocamo-nos em muito boa posição e ... começaram as desgraças. O timoneiro solicitou o indispensável (para boa partida) cronômetro e ... ele desapareceu! Timoneiro em desespero! “Pronto! Perdemos a regata”. O fabuloso proeiro logo lembrou onde estaria o tal aparelho: está num saco! Procura saco, esvazia saco, escarafuncha saco e nada de cronômetro. Nesta hora, os outros competidores já estavam alinhados para a partida e ... o vento foi amainando. Todos partiram e nós ficamos, para variar, por último. Prepara balão, sobe genoa e DUAS VELAS RASGADAS ANTES DA PARTIDA NUM MALDITO CABO DE AÇO! O timoneiro achou que estávamos completamente derrotados e ameaçou abandonar a regata. Isto NUNCA fez parte dos nossos dicionários. Permanecemos na regata e em
Entramos numa bela tarde de sol fortíssimo, vento razoável, biguás voando baixo, linda paisag ... PQP! O diabo do timoneiro estava gritando “ ...cê não avistou/avisou sobre este barco? Mas que ME*&¨%$#*&¨!” Tivemos que pagar 360º, mas foi culpa da paisagem. Só me desconcentrei um pouquinho. Rodeamos uma bela ilha e montamos o balão. Mesmo com a inestimável ajuda do proeiro, o timoneiro quase morreu, tentando fazer tudo sozinho, mesmo contando com a orientação firme do ágil tripulante. Bufou durante uns 30 minutos.
Tanto a genoa quanto o balão rasgados antes da partida, foram habilíssimamente remendados com White tape (silver tape branca). Empopados, mantivemos a vantagem. Olhei para a bochecha de boreste e ...NOSSA! Uma bola preta, cheia de raios pairava sobre Sampa!
Perguntei para o timoneiro se a chuva ali era acompanhada por ventos fortes. “As vezes”, foi a resposta. Baixamos o balão, içamos a genoa, entramos numa navegada boa, mas com a chuva já nos atacando. Coloquei casaco de chuva (se D. Clarice descobrir que peguei chuva, vai tacar fogo no barco!), ajustei a jugular do chapéu e prosseguimos impávidos. A regata deveria terminar às 17:00 h e estávamos em cima da hora. Já com o vento aumentando e a chuva batendo, montamos a última bóia. Ainda cogitamos armar balão, mas desistimos. Olhando para a popa, a chuva já bloqueava a visão a uns
Em 20 minutos, talvez menos, o caos passou. Barcos ainda navegando foram chegando, ninguém terminou a regata no horário, fomos “campeões morais” e quase apanhamos, quando o
Fulvio Lopes, progenitor do autor do Blog....
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